A formação para a liturgia e a formação pela liturgia: ‘desiderio desideravi’

advanced divider

09 e 11/08 | 19h às 20h20 –

Prof. Dr. Washington Paranhos –

Investimento: R$ 70,00

Ementa:

O título da carta apostólica do Papa Francisco publicada na quarta-feira 29 de Junho, Solenidade dos santos apóstolos Pedro e Paulo, é evocativo. “Desiderio desideravi” é de fato o início de uma fala de Cristo antes da Última Ceia: “Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de padecer” (Lc 22,15). Segue-se uma longa meditação sobre a liturgia, com ênfase na formação, como o próprio título do texto indica. Mas, um ano após o motu proprio Traditionis custodes, o sucessor de Pedro quer acima de tudo reiterar a necessidade de trazer a paz sobre as questões litúrgicas.

Papa Francisco com a Carta Apostólica Desiderio Desideravi sobre a formação litúrgica do povo de Deus, nos oferece um documento de profunda sensibilidade pastoral, teológica e espiritual. Basta um olhar às 24 notas citadas ao longo do texto para entender o estilo. O documento mais citado é o Missal Romano, depois Romano Guardini e, finalmente, os grandes Padres da Igreja latina: Agostinho, Leão Magno, Irineu de Lião. Como muitos desejam, o Papa nos introduz no “uso” da liturgia, a única forma de evitar abusos.

A Carta segue o Motu proprio Traditionis custodes e pretende oferecer algumas reflexões para contemplar a beleza e a verdade das celebrações cristãs.

A liturgia é o “hoje” da história da salvação, cujo centro é a Páscoa da morte e da ressurreição. Na Eucaristia e em todos os sacramentos nos é garantida a possibilidade de encontrar o Senhor Jesus e de ser alcançados pelo poder de sua Páscoa. Nosso primeiro encontro com sua Páscoa é o nosso batismo: em perfeita continuidade com a encarnação, nos é dada a possibilidade, em virtude da presença e ação do Espírito, de morrer e ressuscitar em Cristo. Sem incorporação a Cristo não há possibilidade de viver a plenitude do culto a Deus.

O Papa diz que dois aspectos devem ser distinguidos: a formação para a liturgia e a formação pela liturgia. O primeiro é funcional ao segundo que é essencial. Lembremos sempre que é a Igreja, o Corpo de Cristo, o sujeito celebrante, não apenas o sacerdote. Uma abordagem de sabedoria litúrgica para a formação teológica nos seminários certamente teria efeitos positivos também na ação pastoral.

No minicurso faremos inicialmente uma apresentação acurada da Carta apostólica e em seguida nos deteremos na questão de fundo do documento: a formação para a liturgia e a formação pela liturgia. Sentimos a necessidade de uma maior atenção a nesses dois aspectos e, ao mesmo tempo, a sua distinção. Precisamos recordar a insistência dada pelo Concílio Vaticano II à questão da formação litúrgica (“para a liturgia”) dos diversos grupos (cf. SC 14-20).

Docente:Prof. Dr. Washington Paranhos, professor FAJE

Modalidade: Híbrido (presencial com transmissão online)

(Em até três horas antes do início da atividade, o link será enviado por e-mail aos inscritos)